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Comunicado à imprensa: Estados Unidos devem desenvolver parceria mais sólida e madura com o Brasil, conclui Força-Tarefa do CFR

July 12, 2011
Council on Foreign Relations

Ao longo de uma geração o Brasil tem emergido tanto como motor do crescimento na América do Sul quando uma força ativa na política mundial. O novo relatório da Força-Tarefa patrocinada pelo Council on Foreign Relations (CFR) afirma que “é do interesse dos Estados Unidos entender o Brasil como um ator internacional complexo cuja influência na definição dos assuntos globais do momento só deve aumentar”.

O Brasil atualmente desfruta do quinto maior território, quinta maior população e, espera-se que em breve, a quinta maior economia do mundo. O relatório, Brasil Global e Relações Estados Unidos-Brasil, recomenda que  “os decisores norte-americanos reconheçam o papel do Brasil no cenário internacional, tratem sua emergência como uma oportunidade para os Estados Unidos e trabalhem com o Brasil para desenvolver políticas complementares.”

A Força-Tarefa é presidida pelo ex-secretário de energia Samuel W. Bodman e pelo ex-presidente do Banco Mundial James D. Wolfensohn e dirigido por Julia E. Sweig, pesquisadora sênior, diretora para Estudo Latino-americanos e diretora da Iniciativa Brasil Global no CFR.

Reconhecendo o papel global do Brasil, o relatório recomenda que o governo Obama endosse o pleito do país por um assento permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas (CSNU). Ele recomenda que “um endosso formal dos Estados Unidos ajudaria a superar as suspeitas que persistem no governo brasileiro de que o desejo norte-americano de relações maduras entre iguais seja meramente retórico”.

No Brasil, o “crescimento inclusivo tem se traduzido em redução significativa da desigualdade, expansão da classe média e uma economia vibrante, tudo dentro de um contexto democrático.” Consequentemente, o Brasil tem sido capaz de utilizar suas vantagens econômicas para alavancar sua posição nas arena internacional, comercial e diplomática.

O relatório enfatiza a importância de comunicação regular entre os presidentes de ambos os países. “A  cooperação entre os Estados Unidos e o Brasil tem potencial demais para permitir que problemas de comunicação ou discordâncias inevitáveis criem obstáculos para possíveis ganhos.” Uma relação de trabalho madura significa que “os Estados Unidos e o Brasil podem se ajudar a perseguir interesses mútuos sem concordar totalmente sobre tudo”, nota o relatório.

A Força-Tarefa recomenda ainda que:

- o Congresso norte-americano “inclua provisões sobre eliminação de tarifas sobre o etanol em qualquer projeto de lei sobre reforma do regime de deduções tarifárias sobre etanol e biocombustíveis”

- os Estados Unidos “deem o primeiro passo para isentar brasileiros da necessidade de visto, revisando os critérios do Brasil para participação no Programa de Isenção de Visto (Visa Waiver Program).”

- o Departamento de Estado crie um Escritório de Assuntos Brasileiros e o Conselho de Segurança Nacional (NSC, em inglês) centralize seus esforços sob um diretor do NSC para Brasil, para melhor coordenar as políticas norte-americanas para o país, atualmente decentralizadas.

A Força-Tarefa, com participação bipartidária, inclui trinta notáveis especialistas em Brasil que representam uma ampla gama de perspectivas e experiências. O relatório inclui diversas visões adicionais de membros da Força-Tarefa, incluindo um que nota: “Acreditamos que uma abordagem mais gradual [à questão da inclusão do Brasil como membro pleno do CSNU] provavelmente teria maior sucesso em navegar as complexidades diplomáticas apresentadas pelo apoio dos Estados Unidos ao Brasil.” Outra visão afirma que “se os Estados Unidos apoiam, como tem afirmado o  governo Obama, estruturas de liderança em instituições internacionais que reflitam melhor as realidades internacionais, devem apoiar sem qualificações a candidatura brasileira [ao CSNU].”

O relatório está disponível em: www.cfr.org/brazil_task_force

Membros da Força-Tarefa

Jed N. Bailey, Energy Narrative

Samuel W. Bodman

R. Nicholas Burns, Harvard Kennedy School of Government

Louis E. Caldera, Center for American Progress

Eileen B. Claussen, Pew Center on Global Climate Change

Nelson W. Cunningham, McLarty Associates

Eli Whitney Debevoise II, Arnold & Porter LLP

Paula J. Dobriansky, Thomson Reuters

Shepard L. Forman, Center on International Cooperation

José A. Fourquet, DBS Financial Group

Maria C. Freier, Albert & Mary Lasker Foundation

Stanley A. Gacek*, U.S. Department of Labor

Sergio J. Galvis, Sullivan & Cromwell LLP

Kevin P. Green, IBM Corporation

Donna J. Hrinak, PepsiCo, Inc.

Robert L. Hutchings, LBJ School of Public Affairs

G. John Ikenberry, Woodrow Wilson School of Public and International Affairs

Timothy M. Kingston, The Goldman Sachs Group, Inc.

Thomas E. Lovejoy, The H. John Heinz Center for Science, Economics & the Environment

Jennifer L. McCoy, Georgia State University

Brian D. O'Neill, Lazard Ltd.

Joy Olson, Washington Office on Latin America

Michelle Billig Patron, PIRA Energy Group

David Perez, Palladium Equity Partners

Riordan Roett, The Johns Hopkins University

David J. Rothkopf, Garten Rothkopf

Andrew Small, Pontifical Mission Societies in the United States

Julia E. Sweig, Council on Foreign Relations

Tanisha N. Tingle-Smith, Verdade Consulting

James D. Wolfensohn, Wolfensohn & Company LLC

*Gacek participou na Força-Tarefa enquanto afiliado à American Federation of Labor and Congress of Industrial Organizations. Como atual funcionário do governo ele não foi convidado a participar do consenso da Força-Tarefa.

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O Council on Foreign Relations patrocina Forças-Tarefa Independentes para avaliar assuntos atuais e de crítica importância para a política externa norte-americana e oferecer avaliações e recomendações aos tomadores de decisão. Diversos em suas experiências e perspectivas, membros das Forças-Tarefa visam chegar a consensos significativos mediante deliberações privadas e apartidárias. Uma vez criadas, as Forças-Tarefa são independentes do CFR e únicas responsáveis pelo conteúdo de seus relatórios. Membros das Forças-Tarefa são convidados a participar de um consenso indicando que endossam “a tônica geral e os julgamentos feitos pelo grupo, ainda que não necessariamente todas suas conclusões e recomendações.” Membros também têm a opção de apresentar visões adicionais ou discordantes. As afiliações dos membros são listadas apenas para fins de identificação e não implicam em representação institucional. Para mais informações sobre Forças-Tarefa do CFR, contate a diretora do programa, Anya Schmemann, em aschmemann@cfr.org.

O Council on Foreign Relations (CFR) é um think tank e editora, sem fins lucrativos, independente e apartidário, que se dedica a ser um recurso para seus membros, funcionários do governo, executivos, jornalistas, educadores e alunos, líderes sociais e religiosos e outros cidadãos interessados para ajudá-los a melhor entender o mundo e as escolhas de política externa que enfrentam os Estados Unidos e demais países.